Por que foi diferente com Bolsonaro?Essa é a pergunta que o Brasil inteiro precisa fazer.
Enquanto um ex-presidente da República teve prisão decretada imediatamente após uma única violação de medida cautelar, um artista ligado ao crime organizado violou a tornozeleira eletrônica 28 vezes em apenas 43 dias — e continuou solto.
Isso não é opinião.
Isso está nos autos do Superior Tribunal de Justiça.
Entre setembro e novembro, a tornozeleira foi desligada, violada ou ficou fora de funcionamento 28 vezes, criando verdadeiros apagões no monitoramento.
Mesmo assim, o sistema foi paciente. Tolerante. Silencioso.
E aqui vai o ponto mais grave:
não estamos falando de um cidadão comum.
Estamos falando de alguém com ligações diretas com o Comando Vermelho, facção criminosa que aterroriza o Rio de Janeiro e o Brasil.
Vinte e oito violações não são descuido.
São afronta, desafio e desrespeito ao Estado.
Já quando o nome é Jair Messias Bolsonaro, a regra muda.
Não existe segunda chance.
Não existe tolerância.
A caneta pesa diferente.
Institucionalmente, isso é gravíssimo.
Porque lei que não vale para todos deixa de ser lei e vira instrumento ideológico.
O STJ fez o que precisava ao revogar o habeas corpus, mas o estrago já estava feito.
O Brasil não aguenta mais dois pesos e duas medidas.
Ou o Estado impõe autoridade,
ou a impunidade ocupa esse espaço.
(Marcio Fiorine Marcelo)
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