Quando o conflito dos pais vira violência contra os filhos: os limites da alienação parental
Advogado especialista alerta que usar a criança como instrumento de vingança pode gerar perda da guarda e responsabilização judicial.
Isabel Costa: Dr. Antônio, o que é exatamente a alienação parental e por que esse tema tem ganhado tanta repercussão?
Dr. Antônio Medeiros: Alienação parental ocorre quando um dos pais, ou responsável, interfere na formação psicológica da criança ou do adolescente para afastá-lo do outro genitor. Isso acontece por meio de manipulação, mentiras, desqualificação constante ou até impedimento de visitas. O tema ganhou destaque porque hoje vemos cada vez mais separações conflituosas, onde o filho deixa de ser protegido e passa a ser usado como instrumento de vingança.
Isabel Costa: Muitas pessoas acreditam que alienação parental é apenas “A mãe falar mal do pai ou o pai falar mal da mãe”. Isso é verdade?

Dr. Antônio Medeiros:Não. Falar mal já é grave, mas a alienação vai muito além. Envolve criar medo, implantar falsas memórias, dificultar o convívio, controlar ligações, mensagens e até inventar acusações. É uma violência psicológica silenciosa, que deixa marcas profundas na criança e pode gerar traumas para toda a vida adulta.
Isabel Costa: Quais são os sinais mais comuns de que uma criança pode estar sofrendo alienação parental?
Dr. Antônio Medeiros: Mudança repentina de comportamento, rejeição sem motivo aparente a um dos genitores, discursos que claramente não condizem com a idade da criança, ansiedade excessiva, medo injustificado ou até frases “decoradas”. Muitas vezes a criança repete palavras que são, na verdade, do adulto que a influencia.
Isabel Costa: Do ponto de vista jurídico, quais podem ser as conseqüências para quem pratica a alienação parental?
Dr. Antônio Medeiros: As conseqüências são sérias. O Judiciário pode advertir o genitor, ampliar o regime de convivência do outro, aplicar multa, inverter a guarda e, em casos extremos, suspender ou até retirar o poder familiar. O foco da Justiça é proteger a criança, não punir por punir, mas quando há abuso emocional, as medidas são firmes.
Isabel Costa: Existe algum erro comum cometido pelos pais após a separação que acaba levando à alienação?
Dr. Antônio Medeiros: Sim. O principal erro é não separar o fim do relacionamento conjugal do papel de pai e mãe. A mágoa do casal não pode ser transferida para o filho. Quando isso acontece, o adulto passa a agir emocionalmente, e quem paga o preço é a criança.
Isabel Costa: Qual a principal orientação para pais que estão passando por uma separação difícil?
Dr. Antônio Medeiros: A orientação é simples, mas poderosa: coloquem o interesse da criança acima do orgulho, da raiva e da disputa. Procure diálogo, orientação jurídica e, se necessário, apoio psicológico. Criança não é troféu, não é arma e não é instrumento de vingança. É sujeito de direitos.
Isabel Costa: Para finalizar, Dr. Antônio, qual mensagem o senhor deixa para a sociedade?
Dr. Antônio Medeiros: Alienação parental não é briga de ex-casal, é violência contra a infância. Quem ama um filho, protege. E quem usa um filho para ferir o outro, acaba ferindo a própria criança — e respondendo por isso na Justiça.
Isabel Costa: você que esta vivenciando essa situação ou sabe de alguém que esteja precisando, procure o Dr. Antônio Medeiros nos endereços abaixo, ou em seu Instagram.
ESCRITÓRIO ADVOCACIA MEDEIROS
ESCRITÓRIO ESPESCIALIZADO EM DIREITO IMOBILIARIO, FAMILIÍA, CÍVIL, CRIMINAL APOSENTADORIA E TRABALHO
CRIMINAL (plantão 24hs)
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(Isabel Costa:)
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