Outubro Rosa: planos de saúde ampliam cobertura da mamografia digital; entenda a mudança
Desde 1º de outubro de 2026, a cobertura obrigatória da mamografia digital pelos planos de saúde deixou de ter restrição de idade ou gênero quando há indicação médica. A mudança foi confirmada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e pode beneficiar moradores da Baixada Fluminense que utilizam a saúde suplementar.
O que mudou nos planos de saúde?
Antes da atualização, a cobertura obrigatória da mamografia digital estava vinculada a uma diretriz que delimitava o exame para mulheres de 40 a 69 anos. Com a retirada dessa restrição, a indicação passa a considerar a avaliação clínica de cada paciente, inclusive homens e pessoas fora da faixa etária anteriormente prevista. A mudança não significa que todas as pessoas devam fazer mamografia de rotina: a necessidade e a finalidade do exame dependem de orientação profissional.
Segundo a ANS, a mamografia digital pode ser indicada para rastreamento, investigação de alterações suspeitas e acompanhamento do tratamento. Quem possui plano de saúde e recebeu pedido médico deve procurar a operadora para verificar a rede de atendimento e o procedimento de autorização, quando aplicável.
Isso é igual às recomendações do SUS?
Não. Cobertura contratual obrigatória na saúde suplementar e recomendação de rastreamento populacional no Sistema Único de Saúde são assuntos diferentes. No SUS, a faixa etária prioritária do rastreamento de rotina é de 50 a 74 anos, a cada dois anos, conforme orientação atualizada do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer (INCA). O acesso ao exame também é possível para mulheres de 40 a 49 anos e acima de 74 anos, com orientação sobre riscos e benefícios; sintomas suspeitos devem ser avaliados clinicamente, independentemente da idade.
O que fazer ao perceber uma alteração?
Nódulos, secreção espontânea pelo mamilo ou outras alterações persistentes devem ser comunicados a um profissional de saúde. A avaliação médica pode indicar exames diagnósticos específicos. Conhecer o próprio corpo ajuda a perceber mudanças, mas não substitui acompanhamento ou exames quando recomendados.
Fontes oficiais: ANS, atualização de 02/10/2026; INCA, orientações de rastreamento; Ministério da Saúde. Reportagem de serviço elaborada com base em documentos oficiais, sem entrevistas próprias.
Imagem de capa ilustrativa; não retrata atendimento realizado pelo JBF.

